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vamos brincar de tudo bem?

- O que você tem de errado? Parece que não se importa com mais nada...
- Não tenho nada...
- Eu posso ver que você tem alguma coisa, eu consigo sentir isso.
- Não tenho nada...
- Sabe, às vezes a vida não é como nós esperamos. Às vezes ela machuca e muito. Eu sei como isso é e tenho a plena certeza que dói, e muito. Tem dias que acordamos e pensamos que o mundo gira para nos deixar mau ou simplesmente nos deixa mau por girar, e é complicado, na verdade, isso vai além da complicação. Todos nós temos problemas, eu, pessoalmente, tenho tantos que já marquei no meu calendário os problemas diários e quais eu deveria me importar. E talvez o que esteja na sua cabeça é que às vezes olhar para casais felizes faz com que o seu namoro pareça um inferno, perceber melhores amigas contando segredos faz parecer que a sua não presta e enxergar seus amigos se importando parece que eles são uns chatos intrometidos. A realidade é que seu namoro não é perfeito, sua melhor amiga tem defeitos e seus amigos realmente são chatos. Mas em relação ao amor da sua vida eu tenho um conselho: torne ele inesquecível, daí caso vocês não fiquem juntos aquela eternidade que você tanto almeja, você vai poder dizer que viveu e que valeu a pena cada instante que nos momentos passaram tão rápidos. Sua melhor amiga pode não te contar todos os segredos, mas ela sempre te ajudou, não? Aproveita, daqui alguns anos vocês talvez não se vejam mais. E seus amigos continuam sendo chatos, mas são seus chatos prediletos. E uma coisa se aprende com o passar dos tempos é que o universo só conspira a nosso favor quando nós queremos muito fazer parte desse maravilhoso processo chamado de vida. Se você cansou de tentar ser feliz, pare. Mas pense em quantas pessoas brilham de felicidade só de ver um sorriso na sua face.
E foi embora, com a incerteza de que todas essas simples palavras foram ouvidas.

eu espero e nós esperamos

A despeito do que poderiam os desavisados pensarem, espera e cansaço não são incompatíveis. As pessoas cansam de esperar, cansam mesmo. Cansam de esperar na marra, sozinhos, com esforço, cansam de esperar quando esperar se torna somente um verbo. Acho que é por isso que as pessoas cansam de nos amar apesar de nos amarem muito. Cansam quando o amor é à custa de teimosias, defeitos, desaforos, desatenções, estupidezes, stress, chatice, drama, descaso, reclamações, egoísmo, omissões, negligências, filhadaputices e grosserias. Não pense que quanto mais o outro suporta, quanto mais o outro luta, maior é o seu amor. Isso é uma sabotagem imbecil de quem não se sente merecedor ou capaz de retribuir. Leiam esse simples e real fato: Amigo de fé cansa, o pai-herói cansa. Até o grande amor cansa. As pessoas cansam e desamam, se perdem, vão embora e não voltam mais. Amor não é para sempre e não se engane. O que é para sempre é saudade. E ficamos tristes, infelizes, miseráveis e ficamos com a vida besta e vazia depois que quem nos ama desiste. Resumindo, fica tudo preto e branco e pensamos que tá tudo bem, que vai ficar tudo bem e nos enganamos que um dia iremos superar. Paciência, não era pra ser, não era forte o suficiente, não era verdadeiro o suficiente. Mas não fica tudo bem, não supera coisa nenhuma, não era pra ser uma ova. Por favor, não diz isso. Porque também cansamos da tristeza e do vazio, também cansamos da solidão e da miséria, também cansamos da infelicidade, e quando percebemos, já cansaram de nós. Portanto, não ponha o amor à prova. E como eu dizia, eu também cansei de esperar, e de amar, e de esperar, e de amar, e de esperar...

(in)compreender

No meio de uma floresta, existia uma árvore gigantesca. Era linda de tão verde que suas folhas eram. E no final de seu tronco, uma família de ratos se acomodava. Lá moravam com todo o luxo que poderiam ter, todo o queijo que existia naquela região eram deles. E apesar de todas as brigas conjugais que o Sr. Rato e a Sra. Rato tinham, acabavam sempre juntos no final de toda aquela maluca história. Também porque tiveram um filho juntos e não iam abandoná-lo logo no momento que ele mais precisaria: a adolescencia.
Aquele momento que conheceria várias ratinhas na escola e alguma iria partir seu coração. Porque é praxe algum adolescente ter dores de um amor do passado para superar e acredito, que era essa a maior preocupação dos pais em relação àquela "criança" que tinham. Mas foi completamente o contrário, ele era tão insensível que até evitava ver qualquer moça nos locais que ia.
Até que, no último galho da árvore existia um ninho e lá habitava uma família de pássaros. Eram isolados, mas isso não significava que não gostassem de companhia. Significa que só não queriam uma no momento. Os dois adultos, possuiam uma "passarinha" para criar, não tão velha quanto o ratinho, tinha uma diferença de um ou mais anos. Ela sempre foi dependente, não sabia voar direito, não sabia abrir suas asas e entregar-se ao sonho de voar, até o dia que tentou. Ficou no ar por um bom tempo, até que caiu e ficou desmaiada.
Coincidentemente, caiu junto a porta da casa dos ratos. E quando acordou, viu o ratinho jogando água em suas penas e soprando ar em sua face, tentando com que, desesperadamente a passarinha acordasse e voltasse a bater suas asas e voasse em liberdade. Os dois fitaram o olhar por alguns minutos, naquele instante começou a pior intervenção que ela poderia sentir: os olhos brilhavam e a boca fazia sons sem nexo algum, como se fossem apenas ar saindo de sua boca. Sua respiração estava acelerada. Nunca havia sentido o que sentiu, mas preferiu ignorar pelo bem das duas espécies. Já imaginou um rato que voasse? Blé.
Mas o ratinho não, ele sentiu exatamente as mesmas coisas mas quis tentar mais, quis ir além. Acredito que nesse momento em diante ele conheceu o que realmente era o amor e insistiu nele. Foi ensinado a nunca desistir e nunca fechar a porta quando o amor batesse com suas suaves mãos. Já a passarinha foi familiarizada com a liberdade, com o conhecimento. E sempre diziam que não há nada mais valioso que os estudos. Particularmente, não conheço nada mais especial mesmo, só uma coisinha que vocês vão ver no final porquê.
Após aquela queda, os dois viraram bons amigos, mesmo que ela só pudesse aparecer periodicamente, já que ainda não tinha aprendido a voar. Cada visita era sagrada, os dois poderiam estar extremamente cansados ou ocupados, mas parariam tudo só pra passarem alguns instantes juntos. Ela tentaria voar com ele nas suas costas, mesmo que soubesse que resultaria num grande machucado. E foi nessas visitas que o ratinho percebeu que estava cegamente apaixonado por um ser estranho com asas. E nessas visitas ela percebeu que tinha conhecido seu melhor amigo.
Os anos se passaram, ela fez ele sofrer muito com alguns desabafos e algumas dores que o fez sentir. E o amor que ele sentia foi se esvaecendo, indo embora, como se nunca tivesse existido. E foi no meio dessas conversas e visitas que ela descobriu que havia aprendido a sonhar, tinha aprendido a voar e a ver o mundo sob uma nova perspectiva, sob outro ângulo. Ele estava no outro ângulo.
Todas aquelas histórias que ouvia em casa sobre ser livre e sobre aprender a cuidar de si mesma já não faziam tanto sentido assim. Elas viraram somente contos para dormir. E ela percebeu que um rato e um pássaro não eram tão diferentes assim. Obviamente que teriam que passar alguns obstáculos, mas grande coisa! Ela queria ele, ele queria ela. O que tinha de errado?
O errado é que ela havia esperado demais, e ele estava cansado de tentar fazer ela entender que o amor não dura pra sempre, que nada é eterno e que ele já sofreu demais pelas imposições loucas que ela tinha. Ele não queria mais, e o que poderia ser feito a respeito? Absolutamente nada. Nada. É assim que a jovem passarinha está se sentindo agora. Vazia e incompleta.
Pelo menos aprendeu que nunca se deve desperdiçar uma chance por pensar no que os outros acham.
Moral: Se alguém te der motivos para não fazer alguma coisa, faça. E prove que você tinha mais de mil para fazer a mesma.

enquanto isso

esperem algumas horas ou até alguns dias. E esperem, não se cansem de esperar. Algum momento as coisas devem voltar ao normal. E eu vou voltar...

é uma questão de escolha

O dia não estava tão belo assim: as nuvens haviam tampado todo o céu e o sol se escondia dentre elas. Mas nada atrapalharia, afinal, era uma ocasião muito especial. Era dia vinte e oito de novembro de dois mil e nove e ela iria revê-lo.
A animação era grande o suficiente para deixá-la em enormes saudações. Acreditou que seria uma grande noite, um grande momento. E, conforme a hora se aproximava, conseguia ver o formato do seu coração batendo pela sua blusa.
Tinha finalmente achado seu refúgio, tinha encontrado alguém para confiar. Porém, conforme os minutos passavam, não tinha tanta certeza se era realmente isso que queria que acontecesse. Mas independia, ele estava pronto pra ela, só para ela. E o melhor, ele era dela.
Enquanto a música tocava e a multidão dançava em meio de uma enorme felicidade, o encontrou. Ficou exuberante somente pelo fato de saber que ele também estava a sua procura. Foi inesquecível, quer dizer, um tanto quanto "esquecível" pois a bebida talvez já havia afetado o sistema nervoso.
No meio de tanta alegria e exaltação, se viu numa situação delicada: ou ficava ali ou ia embora. Decidiu ir, porque acreditou que no momento em que o deixaria que a saudade aumentaria e a vontade de estar juntos seria dobrada. Que engano hein mocinha! Contos de fadas eram apenas meros livros que ainda estavam estendidos pelas prateleiras do quarto e não iriam existir na vida real, pelo menos não na dela.
Agora, dia dezoito de dezembro de dois mil e nove, está sozinha. Quer dizer, tem companhia, mas é incerta. E ela pede perdão se ela não pode aceitar as traições e as fofocas mal-feitas. Mas ela não consegue conviver com injustiças, tanto porque só ocorrem quando a mão de um louco está envolvida.
E acredite se quiser, foi uma paixão momentânea. Sentiu falta no início sim, mas agora tanto faz. "a-m-o-r" nunca existiu, na verdade só existe nas melhores famílias, se é que me entende.
O tédio a consome, a mata. Mas tenha certeza de uma coisa: ela prefere viver no tédio a se humilhar por você.

maybe not today

"É agora, vou subir as escadas e esquecer de tudo. Fazer algo que deveria ter feito a muito tempo atrás." E pensava nisso enquanto tentava se mover no meio daquela enorme multidão. Chegou na frente daquele minado de degraus e sentiu-se imune, talvez essa nem seja a palavra certa. A verdade é que ficou sem reação alguma enquanto era empurrada por milhares de bêbados. Será que deveria voltar e continuar com algo que estava a matando por dentro ou seguir em frente e esquecer do resto? Não sabia, a real é que não sabe até hoje.
Continuou parada, olhava aquela multidão de loucos escorregando pelas escadas entre beijos e socos, pareciam cães raivosos que soltavam pela boca espuma branca, ou até zumbis de filmes de terror, e ela era somente uma espectadora daquela gigantesca produção.
Poderia ter sido um conto de fadas, a subida como a descida, mas uma vez me ensinaram que eles não existiam e ela deveria saber disso também. Estagnada, estava parada em frente a uma escada e não fazia a menor ideia do que deveria ser feito. Até que, depois de ser desrespeitada por um bando de sanguessugas que, naquela noite em especial, sugaram todo o álcool do estabelecimento, voltou atrás. E conforme ia se afastando, as escadas iam diminuindo, desaparecendo... e as pessoas do fundo, se tornavam meros pontinhos pretos.
"Ninguém reconhece o esforço feito por alguém. Ninguém nunca vai". E encarava aquele corpo atirado no chão, com a cabeça entre as pernas. Achou o cúmulo, mas afinal, quem não acharia? Acredito que se as pessoas soubessem de ao menos um terço de toda história, não haveria tantos julgamentos. Nem citações do nome em vão. "E agora, o devo fazer?". Se ao menos acreditasse em Deus, seria uma boa hora para pedir forças. Mas não tinha nenhuma sobrando, quer dizer, ainda não tem. Segundo julgamentos, tornou-se a própria drácula do seu filme vampiresco.
Sem moral alguma, mas simplesmente concluiu que momentos bons vão se esvaecendo conforme o passar dos tempos. Talvez por isso que nós esquecemos o nome da pessoa que nos deu o primeiro beijo. Mas isso, meus caros amigos, isso é algo que ela não vai esquecer. Pelo menos não hoje.

warning sign

E o céu estava com uma tonalidade roxa. Já a neblina se misturava com a escuridão da noite, junto com a garoa que caia insaciavelmente e escondia qualquer brilho que as estrelas poderiam ter. O chão tinha uma camada de água sobre ele, mas não eram poças, eram camadas, bem finas, porém qualquer roupa ficaria ensopada se nele encostasse. A luz da rua estava falha: neste momento estava ela, o belíssimo céu e a água que estava no chão.
Naquele instante, independentemente se o chão iria molhar suas calças, sentou nele junto com a sua enorme cachorra branca. Na hora, mal e mal sentia a encomodação que era aquelas mordidinhas leves na blusa do pijama, na verdade, nem se importava. Estava tão trancafiada em seus pensamentos que nem um temporal iria acordar ela naquela hora.
Mas, o que mais impressionou foi como os nossos pensamentos voam, na velocidade da luz, quando nós queremos pensar em só uma coisa, ou, simplesmente, não pensar em nada. Nunca entendi o porque, talvez o nada seja o que mais nos machuque.
Mas, foi olhando para aquele sol cor-de-flor que todas as flores se escondiam entre seus caules e a terra, tão molhada quanto aquele chão que ensopava as calças da pobre menina e que a fazia pensar um nada que a machucava.
Algumas pessoas -quem se der o trabalho de ler-, devem estar se perguntando o que seria esse nada que tanto menciono. São todas as nossas decepções, nossas mágoas, nossos ressentimentos e até, uma vergonha qualquer. Pra falar a verdade, tudo é um gigantesco nada, só que esses sentimentos se afundam um pouquinho mais no eterno buraco negro.

once upon a time...

Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão e que "era uma vez" era só um protótipo criado nesse mundo de malucos. Mas sem nenhum conto de fada e nenhuma princesa (prometo, nenhuma) vou contar uma histórinha breve, porém cheia de decepções e frustrações. Não importa com quem é e nem porque ocorreu; o importante é que aconteceu, e não se pode mudar o passado.
Era uma vez uma menina, como prometido, nenhuma princesa. Apenas uma menina que estava vivenciando uma parte crucial da sua vida. Se sentia estranha às vezes, mas quem se importava? Todos somos estranhos e ela era só mais uma no meio de uma infinita multidão. O problema não é ser mais uma, é não ter refúgio e acabar sozinha, com o pensamento nas "nuvens de algodão" (apesar de sabermos que elas não são assim).
Chegava em casa e virava em uma gata borralheira. Como se não fosse digna de entendimento, na verdade, a indignidade tomava conta da cabecinha oca que ela tinha. Procurou paz de espírito nos amigos e se encontrou sentada numa esquina cansada de tantos golpes mal executados. Procurou no namorado, e cansou de ouvir que não pode fazer isso e muito menos aquilo. Estava desesperada, sem sentido.
"Bruxa, agora que eu preciso, cade você?" gritava sufocada e sem obter uma resposta falava ainda mais alto "Traga-me a maçã envenenada! Sem príncipe pra me acordar. Prometo.". "Pois é, espelho, espelho meu, não existe alguém mais idiota que eu". Que coisa isso, até eu acabo me sentindo acabada escrevendo essas baboseiras!
Mas o que poderia ser feito? Como já mencionado as pessoas não se importam, quero dizer, elas nem tentam se importar...
Agora me pergunto: era uma vez o que? que conto mais fajuto esse!

.

Eu desisto de tentar. Desisto de escrever. Desisto de correr atrás. Cansei, simples assim, cansei de esperar por quem não vai voltar, cansei de imaginar coisas que um dia poderiam acontecer e, mesmo se não acontecessem, eu ficaria feliz em só ter imaginado. Cansei de lembrar aqueles momentos íntimos e tão simples. Cansei de repetir para mim mesma que nenhum de nós fazia a menor ideia que era desse jeito que ia terminar e, mesmo assim, me mata pouco a pouco ver você partindo depois de tanto tempo. sei só que eu não ficar aqui se você não tá por perto :/
é, cansei disso ):

nothing's changed

Nada mudou. Eu ainda continuo a mesma sociopata e imagino que você ainda seja aquele moço adorável que um dia entrou pela minha porta. Nada mudou, no meu quarto ainda existem as pegadas que esqueceu de apagar depois que foi embora e agora parece impossível de limpar, na verdade, é difícil de fazer isso. Nada mudou, os ursinhos de pelúcia ainda estão nas minhas prateleiras, minhas roupas ainda estão atiradas de um lado para o outro e o meu violão continua fora da capa. Nada mudou, ainda tenho as fotos, as músicas e as cartas que não tive coragem para jogar fora. Nada mudou, nada irá mudar. A única coisa que hoje sinto é um enorme vazio no meu peito e uma sensação de solidão que parece não ir embora. As pessoas não mudam e como, meu amor, você conseguiu deixar para trás todas suas manias e me esquecer?

simples.

Fazia um tempo que encarava para essa caixinha branca e pensava sobre o que poderia escrever. Lia os textos mirabolantes de outras pessoas e me indignava com o fato que perdi 5 minutos da minha vida lendo besteiras. Via fotos, pensava em frases, cantava músicas e imaginava se algum dia irei conseguir tocar elas no meu violão. Fumei por estar anciosa demais, fumei por simplesmente sentir vontade de fumar - foi ai que me xingaram -. Pensei em escrever sobre a cor vermelha em carros (quem me conhece sabe porque), pensei em escrever sobre a cor rosa em estrelas (mesmo princípio básico), pensei em escrever sobre a maggie. Nada. Acho que criei um bloqueio e virei só mais uma leitora destinada a continuar "apreciando" as bobagens dos outros e não as minhas. Pelo menos, caros escritores, se têm algo a dizer, não esmague as palavras nas entrelinhas, elas cruxificam seu texto de uma forma indeterminável. Ou escreve algo que vale a pena ler ou não escreve nada.
Agradeço desde já.

Another chance?

Ultimamente as lembranças voltaram a me assombrar, aquelas mesmas daqueles dias cujo meu sorriso era enorme e jurei com todas as minhas forças que nunca sairia do meu rosto. Agora me arrependo de cada instante em que cogitei a possibilidade de um amor intenso, verdadeiro e para sempre. Tudo isso pois disse que estava tudo acabado e eu não teria outra chance para fazer tudo denovo. Então é assim, depois de tudo que aconteceu? Pode me chamar de perdedora porque eu estou prestes a desistir de tudo que tenho nas minhas mãos.
Espero sua reação em qualquer movimento meu, imagino o momento que irei revê-lo e poder te falar como sinto sua falta. Dizem que quando você está deprimido dorme demais mas eu não tenho certeza se eu estou acordando.
Eu sinto sua falta todos os dias :(((((

He said it's over.

Tentei por tudo no passado, mas é impossível deixar de vivenciar as coisas quando elas continuam vivas diante dos nossos olhos, ou melhor, na nossa imaginação. E eu realmente gostaria de odiar isso, essas pseuodo-relações, odeio relacionamentos amorosos expulsados de dentro de mim. E agora eu me restrito a pegar meu all star junto com um maço de cigarro e me sentir impune perante as circusntancias que me circulam, que me matam enquanto eu olho atentamente para cada defeito daquelas velhas fotos. Os mais bonitos sorrisos simplesmente não pertencem mais. Me pergunto se é realmente desse jeito que você quer, depois de tantas coisas que passamos? Chamam isso de "desistir" e eu estou prestes a fazer isso e limpar minhas impressões...

.

Nos meados de uma tarde de sol, o telefone toca. Seu pai grita demasiadamente para você atender, mas eu sei que ele até atenderia se pudesse, mas realmente suas costas doem. No caminho que existe entre o corredor e a sala, você fica imaginando quem é, o que quer e, o principal, se é para você. Mas, duvida pois normalmente quem liga para você são os atendentes de tele marketing.
O ring ring continua, decide apressar seu passo. Na sua mente existem coisas tão fúteis que nem em palavras saberia coloca-las, mas você continua a contínua caminhada até o tão esperado destino. Naquela mesma rotina de sempre acaba dizendo um breve "alô?" mas dessa vez foi diferente, dessa vez não obteve resposta alguma do outro lado, e enquanto os chiados que vinham da outra linha incomodavam seus ouvidos continuou repetindo as mesmas palavras sem resposta alguma.
Decide desligar, mas quem era? Não sei, porém tenho uma breve impressão que não foi um engano.

..

Podem me chamar de clichê, mas cansei dessa verdade inventada que eu vivo todo dia, cansei da ilusão própriamente dita. Acredito que todas as coisas que vem ocorrendo diariamente são apenas consequencias dos meus atos ou exatamente o contrário deles. Não sei se devo me animar ou se devo continuar com o mesmo pensamento que o mundo é uma merda.
Cansei de ler e reler cartas que eu nunca vou ter coragem de enviar e muito menos falar. Cansei de me enganar. Simples, cansei.
Fui viajar, colocar a cabeça no lugar. Não me liguem, não me procurem e não esperem nada de mim, pelo menos hoje não.

i'll be waiting, ♥

O relógio fazia seu tic tac incansável enquanto ela tentava adormecer em uma noite misteriosa de inverno. As cobertas cobriam a interminável sensação de frio que vinha de fora para dentro, agora só faltava ela se desfazer do enorme frio que vinha de dentro para fora. E virava de um lado para o outro, tirando com os próprios pés suas meias três quartos. Olhava a hora, ouvia os tic-tacs, mexia o corpo procurando alguma resposta, ligava e desligava a luz. Nada, nada adiantava, parecia que estava deitada sob carvões que queimavam ardentemente suas costas e a impediam de pegar no sono.
Acabou fazendo a última coisa que havia passado pela sua cabeça naquela noite: abrir uma pequena caixinha roxa que escondia dentro de uma gaveta. Junto com a caixa aberta, vieram também palavras como sofrimento, dor e arrependimento. Agora, mais do que nunca, percebeu finalmente que ele não ia mais retornar.
Inconscientemente ela esperava algo além dos filmes de Hollywood, que ele a ligasse falando que iria retornar a cidade e que iria a tomar em seus braços e a levar embora, digo... sem erro algum. Foi só mais uma das vezes em que sonhou acordada esperando o momento certo para dizer como se sentia para ele. Pegou o celular e olhou fixamente ao seu nome e aos primeiros dígitos '01451', foi isso que a faz desistir instantâneamente.
E porque sempre desistiu, sempre voltou atrás, sempre procurou em outros o que ela um dia teve? Por medo, insegurança... ou melhor, para evitar fazer com que ele chore mais do que já chorou.
Quem ama espera... e eu continuo aqui e te espero incansavelmente.
tudo bem, pode voltar. Mas quando você chegar eu vou ter mudado de endereço, telefone. Então pode ser tarde demais pra me falar o que você só descobriu depois que me perdeu e também pra chorar por mim. Porque eu não vou ligar para suas lágrimas, assim como você fez comigo. É tarde demais para qualquer coisa...

Não volta... assim eu não preciso te esperar.

..

Tudo começou em meados de 2007, a moça conheceu um rapaz que se apaixonou. Até então podemos relevar o fato de que está tudo bem e que a única cor que deve estar na sua cabeça, neste momento, é o vermelho, demonstrando o amor que um sentia pelo outro. Mas é ai que se engana, pela parte dela não existia essa cor, não existia nenhuma na verdade. A menina estava tão fechada ao mundo exterior que não enxergava nada além da própria vida. Coitado, ainda não sabia o que o esperava pela frente.
Uma breve definição que não se encontra em nenhum tipo de dicionário
tristeza: é a falta de algo ou alguém que são insubstituíveis, mas essa pessoa e/ou objeto não sabe disso.
sinônimos: agonia, depressão.
O tempo foi se passando e digamos que até metade do ano de 2008 estava tudo correndo bem. Ela o ignorava e falava mau dele para as amigas, ele chorava pelos cantos imaginando porque ela havia partido seu coração daquela maneira. Talvez quem fosse indigno de amor e de confiança aqui fosse a frieza da menina que pouco se importava com o que o pobre coitado estava sentido e muito menos com o que ele queria. Ela sempre estava em primeiro lugar, o sentimento de orgulho a domava completamente e a tornava alguém, podemos falar, lastimável.
Ela já havia se acostumado com a rotina infalível de viver em plena solidão, mas o mesmo alguém de sempre não iria deixar isso acontecer por mais tanto tempo assim. Acredito que, ao meu ponto de vista, ele via nela alguém cuja perseverança era algo admirável, mas eu já não enxergava a personalidade daquela menina com tantas qualidades desse jeito como o cego apaixonado via. Ele a acompanhava na sua vida de idas e vindas, de altos e baixos e nunca deixou de apoiá-la nos momentos de dificuldade. Acredito que esse seja o motivo pelo qual ela nunca cogitou a possibilidade de passar o tempo com ele.
Privava-o de viver sua vida e fazia com que ele vivesse a dela e cada vez que tentava se afastar daquela maldita menina, ela o chamava para mais perto ainda e o fazia acreditar que dessa vez era de verdade, que ela estava arrependida e que ele sempre foi o dono do coração dela. Mentira. Quer dizer, outra mentira.
Nota:
Ela nunca se importou.
E diziam por aí que os homens eram os únicos responsáveis por distribuir corações partidos pelas ruas...

and will they ever end up together?

O vento fazia barulhos estranhos no exterior da casa. Fazia com que os galhos batessem contra os vidros da janela e emitissem rugidos, como o de um bicho medonho de uma história infantil. Talvez isso tenha sido a consequencia de todos aqueles pesadelos que tinha presenciado nas noites anteriores. E agora, com os pensamentos a mil, acendeu a luz e sentou-se em seu travesseiro, fazendo movimentos para frente e para trás com aquele corpo intacto sob a cama.
O relógio marcava exatamente 2:22 minutos, incrivelmente a soma dos algarismos era 6 e esse número, digamos assim, a perseguia veemente durante todos os seus longos dias. Voltou ao calor de suas cobertas, porém, ouvia seu coração pulsando fortemente sobre seu peito, uma sensação inédita, sentia como se fosse explodir. Mas, meu Deus, o que poderia ser? Não tinha nada a estar nervosa. A confusão mental tomou conta dela que, em questão de segundos, adormeceu.
Não recorda com o que sonhou, acredita que tenha sido somente uma página em preto e branco, sem personagens, sem vida alguma. Despertou e agora, sem razões, sentiu novamente seu coração saindo pela boca e seus pensamentos voando como uma pomba. O que poderia ser? - retornou ela a perguntar - não sabia como e nem porque estava assim.
O nervosismo a tomou completamente, seus mãos, trêmulas, não encontravam mais o copo cheio de água e nem a maçaneta da porta: não tinha solução, estava perdida. Todos já desconfiam o motivo de tudo isso, mas estão errados. Na verdade, eu espero que estejam.
E o que era mesmo? Era um sentimento de rejeição, de insatisfação. Mas porque ela deveria se importar? Já que ninguém não cuida nada além do que a vontade própria. E porque será que isso a dominava e a deixava tão mau? Não sei, mas talvez seja por todos aqueles dias que ela achava que era feliz e que agora se foram, como uma estrela sob a luz do luar.

and that's it

Eram 6 e meia da manhã. O relógio batia incansávelmente enquanto ouvia o vrum vrum do celular na cabiceira ao lado da cama. Com os olhos sonolentos, procurou olhar quem era. Era ele. Não aquela pessoa de sempre, mas ele. Talvez não fosse tudo que ela procurava, mas era ele.
O tempo não iria voltar para as coisas se organizarem do jeito perfeito que procurava obter em cada minúcia que tinha seu dia-a-dia. Procurou, numa fração de segundos, pensar nas alegrias e tristezas, como um tipo de lista. Qualidades e defeitos. Imbalançáveis e inalcansáveis momentos de solidão. Tanto não foi bom, que como um pensamento instantâneo, foi embora rápido também. Como um modismo, chegou e já foi.
Não consigo achar as palavras exatas para descrever com precisão o tal momento naquela manhã tão escura de inverno. Ideias fizeram a moça virar um bicho-papão: mau-humorado e desajeitado. Tudo isso em uma fração de segundos, na verdade, tudo isso em uma fração de congelantes segundos.
O celular continuava com seu vrum vrum irritável. Ela olhava para todos os lados daquelas quatro paredes cuja cor penetravam profundamente no fundo dos seus olhos claros que observavam atentamente todos as pelúcias que estavam sob suas prateleiras. Cada uma com uma história diferente. Mas agora tanto fazia. Era sexta-feira, 6 e meia da manhã.
Porém, um coração se destacou. Nele estava escrito as palavras que todas as mulheres desejariam ouvir, "fulana eu te amo", pegou-o nos braços, era macio, macio de algodão-doce. Mas era vermelho, cor da paixão, as letras estavam em auto relevo numa cor prata, não sei exatamente o que tal cor significaria, mas acredito que seja uma mensagem do além, dizendo para nós, terráquios, para nos preparar porque algum tipo de ET irá dominar o mundo. Comentário irrelevante, eu sei.
Tudo isso em uma fração de segundos, enquanto o barulho incansável do aparelho móvel acordava as pessoas da casa. E era ele, era ele quem ela devia ter ficado desde o ínicio, porque talvez daquele jeito, não teria tido o coração tão partido.